Embora a normalização e padronização seja um termo muito atual, elas já datam de muitos séculos atrás. Os tijolos persas, a seção dos aquedutos romanos, as pedras de construção dos egípcios tinham dimensões padronizadas.
Roma, nos tempos áureos, chegou a ter uma população de cerca de um milhão de habitantes, construindo casas populares até 10 andares. Provavelmente alguns insucessos construtivos fizeram o imperador Augusto (27 AC a 28 DC) limitar a altura dos edifícios ao equivalente a cerca de 20m. Outros acidentes devem ter ocorrido de tal forma que, posteriormente, Trajano (98 a 117 DC) normalizou a altura máxima das construções em torno de 18m.
Hoje em dia, para guiar o engenheiro projetista em relação à segurança das estruturas, existem as Normas Técnicas oficiais. Estas estão em constante evolução procurando sempre aproximar cada vez mais os comportamentos dos modelos de cálculo daquele real. Projetando e calculando de acordo com as Normas, o engenheiro vai ter a "probabilidade aceitável" de sua estrutura se tornar imprópria. Como probabilidade aceitável não significa certeza, se por acaso sua estrutura ruir, provando que seu projeto estava todo obedecendo as Normas em vigor, sua responsabilidade estará coberta e não terá o engenheiro estrutural o destino dos infortunados construtores súditos de Hamurabi, que estavam sujeitos ao código que dizia: "Se a construção cair e matar o filho do proprietário, o filho do construtor será morto!".
As normas técnicas variam de país a país. O cada vez mais intenso intercâmbio internacional, faz com que haja uma certa convergência à uniformização. Os países europeus, por exemplo, estão neste domínio, pouco a pouco chegando à padronização comum a todos eles através das Euronormas. Um organismo que promove esta uniformidade a nível internacional é o Comitê Euro-Internacional du Béton, conhecido como CEB, com sede em Lausanne, Suíça. Desde os anos 70, este organismo e a Federation Internationale de la Precontrait, FIP, publicam boletins periódicos, e, de tempos em tempos, um Código Modelo, incorporando os avanços conseguidos com as pesquisas dos últimos anos na área do concreto armado e protendido. Esta publicação serve de guia para as normas de numerosos países, inclusive o Brasil. As normas estão pois tendo um tronco comum, porém não convém que sejam completamente idênticas, em todos os países, pois devem conter adaptações compatíveis com a realidade e com os materiais locais.
Na América Latina, os Estados Unidos, país imperialista que procura submeter os demais povos do mundo ao seu domínio, vêm evidenciando esforços no sentido de impor sua norma de concreto armado e protendido no continente, através do ACI (American Concrete Institute). Infelizmente têm conseguido que alguns países latinos simplesmente traduzam as normas americanas e as adotem oficialmente. Isto feito, forçando também a criação da ALCA (Associação de Livre Comércio das Américas), poderão, em futuro próximo, tomar o mercado dos engenheiros estruturais locais e fazer projetos para toda a América em seus poderosos escritórios sediados naquela potência que se baseia no poderio econômico e militar. Se a comunidade dos engenheiros no Brasil não se opuser à penetração dos tentáculos americanos, as obras de vulto brasileiras serão projetadas nos Estados Unidos, restando aos nativos calcularem obras de menor importância como prédios residenciais corriqueiros a preços aviltados ou um primeiro andar na bodega da esquina.
No Brasil, as normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, com sede principal no Rio de Janeiro. No domínio das construções de concreto, seja armado, protendido, ou concreto simples, a norma que atualmente rege seu projeto é a NBR 6118 (ABNT 2004). Antes dela, tinha-se, em separado, duas normas: a de concreto armado NBR 6118 e a de concreto protendido NBR 7197 (ABNT 1987).
As primeiras normas de cálculo de estruturas usavam o critério das tensões admissíveis. Resumidamente, este método consiste em se determinar a tensão máxima na zona mais solicitada do elemento estrutural e verificar se ele é igual ou inferior a um determinado valor, chamado de tensão admissível. Esta útlima corresponde a uma parcela da resistência do material e é obtida dividindo-se a resistência por um fator conhecido como coeficiente de segurança. Quando a tensão calculada é menor ou igual à tensão admissível, diz-se que a segurança está satisfeita.
Com o desenvolvimento da arte de projetar estruturas, o método das tensões admissíveis foi se mostrando muito limitado, e hoje, o processo nos quais as modernas normas se baseiam é o método dos coeficientes parciais semi-probabilístico aos estados limites. Isto porque, através de variados coeficientes, procura-se levar em conta o maior número possível de parâmetros que influem em determinado fenômeno. Não existe mais um coeficiente de segurança único. Um certo coeficiente pode ser constituído pelo produto de alguns outros. É um método "semiprobabilístico ao estado limite" porque leva em conta, de forma aproximada, a aleatoriedade dos carregamentos atuantes e a variabilidade das resistências dos materiais, considerando o critério dos estados limites.
Roma, nos tempos áureos, chegou a ter uma população de cerca de um milhão de habitantes, construindo casas populares até 10 andares. Provavelmente alguns insucessos construtivos fizeram o imperador Augusto (27 AC a 28 DC) limitar a altura dos edifícios ao equivalente a cerca de 20m. Outros acidentes devem ter ocorrido de tal forma que, posteriormente, Trajano (98 a 117 DC) normalizou a altura máxima das construções em torno de 18m.
Hoje em dia, para guiar o engenheiro projetista em relação à segurança das estruturas, existem as Normas Técnicas oficiais. Estas estão em constante evolução procurando sempre aproximar cada vez mais os comportamentos dos modelos de cálculo daquele real. Projetando e calculando de acordo com as Normas, o engenheiro vai ter a "probabilidade aceitável" de sua estrutura se tornar imprópria. Como probabilidade aceitável não significa certeza, se por acaso sua estrutura ruir, provando que seu projeto estava todo obedecendo as Normas em vigor, sua responsabilidade estará coberta e não terá o engenheiro estrutural o destino dos infortunados construtores súditos de Hamurabi, que estavam sujeitos ao código que dizia: "Se a construção cair e matar o filho do proprietário, o filho do construtor será morto!".
As normas técnicas variam de país a país. O cada vez mais intenso intercâmbio internacional, faz com que haja uma certa convergência à uniformização. Os países europeus, por exemplo, estão neste domínio, pouco a pouco chegando à padronização comum a todos eles através das Euronormas. Um organismo que promove esta uniformidade a nível internacional é o Comitê Euro-Internacional du Béton, conhecido como CEB, com sede em Lausanne, Suíça. Desde os anos 70, este organismo e a Federation Internationale de la Precontrait, FIP, publicam boletins periódicos, e, de tempos em tempos, um Código Modelo, incorporando os avanços conseguidos com as pesquisas dos últimos anos na área do concreto armado e protendido. Esta publicação serve de guia para as normas de numerosos países, inclusive o Brasil. As normas estão pois tendo um tronco comum, porém não convém que sejam completamente idênticas, em todos os países, pois devem conter adaptações compatíveis com a realidade e com os materiais locais.
Na América Latina, os Estados Unidos, país imperialista que procura submeter os demais povos do mundo ao seu domínio, vêm evidenciando esforços no sentido de impor sua norma de concreto armado e protendido no continente, através do ACI (American Concrete Institute). Infelizmente têm conseguido que alguns países latinos simplesmente traduzam as normas americanas e as adotem oficialmente. Isto feito, forçando também a criação da ALCA (Associação de Livre Comércio das Américas), poderão, em futuro próximo, tomar o mercado dos engenheiros estruturais locais e fazer projetos para toda a América em seus poderosos escritórios sediados naquela potência que se baseia no poderio econômico e militar. Se a comunidade dos engenheiros no Brasil não se opuser à penetração dos tentáculos americanos, as obras de vulto brasileiras serão projetadas nos Estados Unidos, restando aos nativos calcularem obras de menor importância como prédios residenciais corriqueiros a preços aviltados ou um primeiro andar na bodega da esquina.
No Brasil, as normas técnicas são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT, com sede principal no Rio de Janeiro. No domínio das construções de concreto, seja armado, protendido, ou concreto simples, a norma que atualmente rege seu projeto é a NBR 6118 (ABNT 2004). Antes dela, tinha-se, em separado, duas normas: a de concreto armado NBR 6118 e a de concreto protendido NBR 7197 (ABNT 1987).
As primeiras normas de cálculo de estruturas usavam o critério das tensões admissíveis. Resumidamente, este método consiste em se determinar a tensão máxima na zona mais solicitada do elemento estrutural e verificar se ele é igual ou inferior a um determinado valor, chamado de tensão admissível. Esta útlima corresponde a uma parcela da resistência do material e é obtida dividindo-se a resistência por um fator conhecido como coeficiente de segurança. Quando a tensão calculada é menor ou igual à tensão admissível, diz-se que a segurança está satisfeita.
Com o desenvolvimento da arte de projetar estruturas, o método das tensões admissíveis foi se mostrando muito limitado, e hoje, o processo nos quais as modernas normas se baseiam é o método dos coeficientes parciais semi-probabilístico aos estados limites. Isto porque, através de variados coeficientes, procura-se levar em conta o maior número possível de parâmetros que influem em determinado fenômeno. Não existe mais um coeficiente de segurança único. Um certo coeficiente pode ser constituído pelo produto de alguns outros. É um método "semiprobabilístico ao estado limite" porque leva em conta, de forma aproximada, a aleatoriedade dos carregamentos atuantes e a variabilidade das resistências dos materiais, considerando o critério dos estados limites.
Apostila de Estruturas de Concreto I - UFPB
Por Prof. Dr. Normando Perazzo Barbosa (nperazzo@lsr.ct.ufpb.br)
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